Vou com Jesus. Mas prefiro voltar sozinho.

Por Raphael Roale em 09/05/2009

Outro dia estava levando minha senhora ao aeroporto aqui de Brasília quando ouço uma gritaria infernal do meu lado. Era um ônibus escolar, repleto de crianças. Talvez indo para um excursão ou coisa que o valha.

O ônibus passou, olhei e não resisti. Tive que fotografar.

Ônibus escolar com mensagem do inferno

Não entendeu a pegadinha? Aí está:

Vou com Jesus se não voltar estarei com ele
“Vou com Jesus. Se não voltar, estarei com ele”.

Isso é sacanagem? Ou será o bonde do terror, das almas perdidas, um passeio sem volta ao juízo final? Talvez por isso eu mesmo tenha passado a levar minhas filhas à escola. Assim tenho a certeza de que voltam para casa.


Feriadão

Por Raphael Roale em 15/04/2009

Segunda-feira é sempre um dia complicado, principalmente pela manhã. Raras foram as vezes em que marquei algo importante nesse período, como uma reunião de trabalho ou uma visita ao médico. No fim-de-semana chuto o pau da barraca: bebo de tudo, como de tudo e durmo quase nada. Daí que o intestino fica em frangalhos, e é justamente na segunda de manhã que o malandro resolve me lembrar de tudo o que eu fiz nos dias anteriores.

A Cagada no Feriadão
Que grande cagada – por bonecosanimados

Pois bem. Anteontem foi segunda-feira, e resolveram marcar para mim um vôo bem cedo. Pela WebJet, em aviões velhos e aeromoças com uniforme de padaria.

Na verdade não era tão cedo assim, mas não dava tempo de deixar o fim-de-semana descer pelo vaso sanitário calmamente como manda o figurino antes de me aventurar em qualquer coisa longe do conforto da minha suíte.

Então tomei um banho, levei as crianças na escola, voltei, e só deu tempo de me arrumar, pegar a mala e correr para o aeroporto. Com um pensamento fixo de deixar a lembrança do feriadão numa daquelas cabines do banheiro masculino do aeroporto de Brasília – aliás, no segundo andar, perto dos balcões das companhias aéreas, os banheiros são excelentes: limpos e vazios. Vale a visita.

Mas esqueci da porra do trânsito. Ouvi o Max Gheringer na CBN, as merdas do Boechat e a Mônica Bérgamo na BandNews, uma ou duas músicas do Legião Urbana no CD e quando voltei pra BandNews e entrou o Simão eu já suava como um porco: primeiro pela hora, que já devia ter embarcado; segundo pelo feriadão, prestes a sair ali mesmo, no balão do aeroporto.

Mas consegui chegar no estacionamento faltando 10 minutos para o avião partir. Enfiei o carro em qualquer vaga, e corri pro balcão da WebJet torcendo para ter perdido o vôo. E como é no segundo andar, minha cabine cativa do banheiro masculino não me saía da cabeça, e o feriadão já me doendo o rabo.

“Sorte a sua, senhor! O vôo está atrasado, acabaram de chamar. Este é o seu cartão. Embarque imediato, portão 7. Tenha uma boa viagem!” – Boa viagem é o cacete! Corri para o embarque, mesa de raio-x, 12 metros, portão 7, assento 16C. Dali em diante foram exatos 28 minutos de pavor, até que as luzes de apertar os cintos se apagassem e eu cambalear até o banheiro minúsculo da parte de trás do avião.

Arranquei as calças, sentei, e fantástica sensação de alívio de finalmente me livrar do feriadão me fez esquecer até onde estava. Turbulência rolando, abri os braços como Jesus Cristo e me segurei nas paredes do cubículo. Estava até achando interessante, dada a facilidade do remelexo em desovar as lembranças e dissipar o enorme odor de minhas entranhas – para quem não sabe, os vasos sanitários dos aviões são químicos, não tem água, e o cheiro só vai embora depois da descarga.

E não é que, no meio de meu ato pessoal e intransferível, ouvi várias batidas na porta e alguém forçando sua abertura? Me equilibrei e segurei com força, tentando impedir aquele ato tão violento. “Senhor, senhor!” berrava a aeromoça. O avião estava caindo? O piloto desmaiou com o cheiro? Eu desmaiei com o cheiro e o avião já pousou? Continuei segurando com força, mas a filha da puta conseguiu abrir a porta. E me pegou lá, calça no chão, testa suada, e o cheiro quase obsceno de todas as cervejas, churrascos e ovos de páscoa do feriadão depositados naquele minúsculo vaso sanitário.

“Está tudo bem, senhor? Precisa de alguma ajuda?” – Não, porra. Tá maluca? Estou vivo, não está vendo? Fechei a porta e perdi a concentração.

Foi quando percebi que, na minha pose de Jesus Cristo no enxofre, apertei acidentalmente o botão de emergência e chamei a aeromoça. Puta protocolo de merda. Puta banheiro de merda. Puta cheiro de merda – literalmente.


O homem nu (ou quase)

Por Raphael Roale em 26/03/2009

Imagem Homem Nu Tenho viajado quase toda semana para o Rio. Fico por volta de 2 ou 3 dias, apenas o tempo necessário para resolver algumas questões de trabalho. E, ao contrário de muita gente, prefiro ficar quietinho no meu quarto de hotel – trabalhando e vendo tv – do que sair pra noitada e voltar bêbado na madrugada.

E e daqui do Rio que escrevo.

Eu não sei se já havia comentado por aqui, mas sou um cara de hábitos. Nada muito extravagante, apenas hábitos que gosto de seguir principalmente longe de casa. Eu gosto de saber o que está pela frente, sem muitas surpresas, do conforto da rotina. Frescuras assim.

Costumo pegar sempre o mesmo vôo de Brasília para o Rio:  o da TAM, às 18:00. Às 19:45 já estou dentro do táxi a caminho do hotel, em Botafogo. Faço o checkin e às 20:30 estou com o telefone na mão pedindo o jantar. Enquanto não chega tomo um banho, ajusto o ar-condicionado para 19 graus, tiro a roupa e fico confortavelmente de cueca (daquelas tipo samba-canção, de seda), meias e uma camiseta surrada. Na privacidade e anonimato do meu quarto, ligo o notebook e coloco a TV num filme idiota qualquer e começo a trabalhar. É sempre assim, com uma pequena variação nos horários.

Pois bem. Hoje resolvi mudar um pouco a rotina e me dei mal. Geralmente acabo de jantar e deixo a bandeja no banheiro – não gosto do quarto cheirando a salmão a noite toda (sim, geralmente é o mesmo prato). Mas dessa vez me deram um com banheiro pequeno. Daí que resolvi deixar a bandeja com o prato sujo no chão do corredor – assim qualquer camareira que passar leva embora.

Excelente idéia, não é mesmo? Às vezes me surpreendo comigo mesmo.

Então peguei a bandeja, deixei a porta entreaberta, olhei para os lados – ninguém à vista, afinal estava de cueca – dei um passo para frente, coloquei a bandeja no chão e… pânico. Porta fechada. Comigo no corredor, de cueca samba-canção de seda, camisa surrada e meias brancas. E a porra da porta não abre por fora sem o maldito cartão de acesso – viva a tecnologia!

E agora? Cadê o interfone mágico que deveria estar no corredor, aquele justamente para os momentos de angústia? E se alguém sofrer um derrame cerebral, como avisar? Quem sabe bato na porta de alguém? Mas a visão de ter um idiota de cueca batendo na porta me fez desistir. Ah! Melhor chamar o elevador – lá provavelmente tem um interfone. Daí ligo pra recepção, e digo que perdi o cartão. Perfeito. Grande idéia.

Botão pressionado, o elevador chega no último andar onde estou, vazio. Entro e procuro o bendito interfone. Mas antes que perceba, a porta se fecha e o elevador começa a descer. Eu de cueca. Meia. Camisa surrada. Excelente situação para quem sofre de prisão-de-ventre.

Engoli o orgulho, qualquer coisa agora era lucro. Dou boa noite à senhora que entrou no quinto andar – em inglês – sem perder a pose. Chego finalmente no saguão, a senhora sai apressada, passo por dois caras com malas que esperavam o elevador, ando uns 10 metros de cabeça erguida, chego à recepção e lá fico esperando a minha vez de ser atendido. Tive a impressão de ter sujado a cueca.

Mas antes que eu pudesse falar qualquer coisa, uma mocinha com um grande sorriso no rosto e atrás do balcão me interrompe:

– Ficou trancado do lado de fora? Já mandei o mensageiro levar o seu cartão. Temos câmeras no corredores, acontece todo dia. Uma vez foi um senhor de toalhas, pela manhã. Pode subir que o mensageiro já deve estar lá. E da próxima vez não se preocupe, e só aguardar. Tenha uma ótima noite, senhor. O café-da-manhã é servido das 6 às 10.

Então tá. Tenho certeza de ter visto alguém se abaixar atrás do balcão. Eu quase perguntei por que não deixam um aviso logo na porta do quarto: “Em caso de estupidez, aguarde! Temos câmeras e queremos rir um pouco”. Fernando Sabino perde.


Curso de mecânica grátis para mulheres no DF

Por Raphael Roale em 26/02/2009

O Detran do Distrito Federal, através de sua Escola Pública de Trânsito (EPT), acaba de abrir inscrições para o primeiro curso de mecânica totalmente voltado para as mulheres. Até o início das aulas, que está previsto para o próximo dia 9 de março, mulheres que já possuem carteira de motorista podem se inscrever. O curso é totalmente gratuito, e terá aulas práticas e teóricas com duração de uma semana – o equivalente a 25 horas-aulas.

Mulher troca pneu furado

O principal objetivo do curso é chamar a atenção das mulheres para a importância de conhecerem o funcionamento da parte mecânica do veículo e dos cuidados preventivos para evitarem problemas com o carro. Para isso as motoristas terão aulas sobre a importância do manual do proprietário, aprenderão conceitos básicos de manutenção, uso de equipamentos obrigatórios e noções sobre o funcionamento do motor.

A programação do curso ainda prevê aulas sobre sistema de freios e transmissão e suspensão. As inscrições – também gratuitas – podem ser realizadas na secretaria da EPT (906 Sul em Brasília). Há 40 vagas disponíveis que serão preenchidas pela ordem de inscrição.

Informações sobre o curso gratuito de mecânica para mulheres podem ser obtidas pelos telefone: (61) 3901-6975 ou (61) 3901-6980.

Será que também vão ensinar às mulheres como trocar pneus?


Os cristãos novos e a figura do abafador

Por Raphael Roale em 09/01/2009

Meu avô era um cara cheio de histórias. Muito culto, na infância foi seminarista em Minas Gerais e rezava até em latim. Fugiu, atrás de vários rabos-de-saia. Foi gerente de cassino na época em que era permitido aqui no Brasil, e apertou a mão de muitos políticos. Já velho, não parou: virou escritor e historiador. Daí que não me cansava de ouvir sobre as centenas de “causos” da velha Minas Gerais. Hoje ele já não está mais por aqui, mas as histórias não morrem.

Funeral Judeu e Cristão

Ele me contou certa vez que os Reis D. Manoel de Portugal e D. Fernando da Espanha fizeram um conchavo no século XVI e combinaram expulsar os judeus que moravam em seus respectivos países, só permitindo a permanência daqueles que renunciassem sua religião e se convertessem ao cristianismo. Alguns não se submeteram e foram embora, outros porém, resolveram permanecer, fingindo se terem se convertido. E ficaram assim conhecidos como os cristãos novos.

No decorrer do ano de 1700, muitos destes cristãos novos imigraram para o Brasil e se estabeleceram basicamente na província de Minas Gerais à procura de melhor futuro e à cata do ouro. Eram negociantes, militares, advogados, médicos e trabalhadores do campo.

O historiador Augusto de Lima Jr., em seu Livro “Capitania de Minas Gerais“, descreve uma passagem na vida daqueles cristãos novos na zona do Carmo (hoje o município de Mariana) onde se localiza a sinistra figura do abafador:

“Quando um judeu disfarçado, ou seja, marrano, estava para morrer, a fim de evitar que no momento ele se revelasse adepto da lei de Moisés, comprometendo os demais, era logo chamado o abafador, isto é, um sujeito que tinha por missão estrangular habilmente o doente. Chamado o abafador, ele afastava do quarto do doente as pessoas da família, encostava a porta e começava a sinistra operação: punha o crucifixo nas mãos do doente, passava os braços pelas costas e aplicava o joelho contra o tórax do que devia de despachar para a santa glória. À medida que ia aumentando a compressão contra o peito do moribundo, asfixiando-o, ia dizendo, em voz alta, para ser ouvido de fora:

“Vamos, meu filho. Nosso Senhor está te esperando”.

Quando o paciente exalava o último suspiro, o abafador compunha o corpo, chamava as pessoas da família e lhes comunicava que o fulano havia morrido como um passarinho, suavemente. Começavam então as mulheres a gritar e a soluçar, dizendo das boas qualidades do morto. Eram judaicas carpideiras que dramatizavam com seus gritos e exageros, cenas de funerais, em Minas, em outros tempos, para não parecerem indiferente à morte do ente querido”


O que é um churrasco?

Por Raphael Roale em 07/01/2009

O verdadeiro churrasco é carne na brasa e cerveja no copo. Não interessa se é gaúcho, goiano ou carioca. Mas nem sempre homens e mulheres enxergam o churrasco da mesma maneira.

E como é a visão feminina e masculina do churrasco?

_churrasco

O Churrasco na visão feminina

O churrasco é a única  coisa que um homem sabe cozinhar, e quando um homem se propõe a realizá-lo, ocorre a seguinte cadeia de acontecimentos:

  1. A mulher vai ao supermercado comprar o que é necessário;
  2. A mulher  prepara a salada, arroz, farofa, vinagrete e a sobremesa;
  3. A mulher tempera a carne e a coloca numa bandeja com os talheres necessários, enquanto o homem está na churrasqueira, bebendo uma cerveja;
  4. O homem coloca a carne no fogo;
  5. A mulher vai para dentro de casa para preparar a mesa e verificar o cozimento dos legumes;
  6. A mulher diz ao marido que a carne está queimando.
  7. O homem tira a carne do fogo;
  8. A mulher arranja os pratos e os põe na mesa;
  9. Após a refeição, a mulher traz a sobremesa e lava a louça;
  10. O homem pergunta à mulher se ela apreciou não ter que cozinhar e, diante do ar aborrecido da mulher, conclui que elas nunca estão satisfeitas….

O Churrasco na visão masculina (afinal, temos o direito de resposta!)

  1. Nenhum churrasqueiro, em sã consciência, iria pedir à mulher para fazer as compras para um churrasco, pois ela iria trazer cerveja Kaiser, um monte de bifes, asas de frango e uma peça de picanha de 4,8 Kg que o açougueiro disse ser ‘Ótima’, pois não conseguiu empurrar para nenhum homem;
  2. Salada, arroz, farofa, vinagrete e a sobremesa, ela prepara só para as mulheres comerem. Homem só come carne e toma cerveja;
  3. Bandeja com talheres? Só se for para elas. Homem que é homem come churrasco como tira-gosto e belisca com a mão, oras!
  4. Colocar a carne no fogo? Tá louca? A carne tem que ir para agrelha ou para um espeto que, a propósito, tem que ser virado a toda hora;
  5. Legumes? Como eu já disse, só as mulheres comem isso num churrasco;
  6. Carne queimando? O homem só deixa a carne queimar quando a mulherada reclama: ‘Não gosto de carne sangrando’; ‘Isto está muito cru’; ‘Tá viva??’. Após a décima vez que você oferece o mesmo pedaço que estava ao ponto uma hora antes, elas acabam comendo a carne tão macia quanto o espeto e tão suculenta quanto um pedaço de carvão;
  7. Pratos? Só se for para elas mesmas!
  8. Sobremesa? Só se for mais uma Skol;
  9. Lavar louça? Só usei meus dedos! (e limpei na bermuda).

Realmente, as mulheres nunca vão entender o que é um churrasco!


Jovens do Distrito Federal são mais felizes

Por Raphael Roale em 04/01/2009

O Índice de Desenvolvimento Juvenil (IDJ) – estudo realizado pela UNESCO – mostra o Distrito Federal com melhores condições de vida para os jovens. Santa Catarina ficou em segundo lugar, seguido por São Paulo e Rio Grande do Sul. Os piores colocados no ranking foram Piauí, Maranhão, Pernambuco e Alagoas. As regiões Sul e Sudeste apresentam os melhores resultados.

Jovens Felizes

Foram utilizados para compor o IDJ os seguintes temas: educação, saúde, renda e ocupação. O estudo aponta que o analfabetismo juvenil desaparecerá no curto prazo devido às políticas públicas, como a universalização na cobertura do ensino fundamental. Mas ainda é necessário atenção com a região Nordeste, que concentra mais de 2/3 dos jovens analfabetos do país. Bahia, Maranhão e Pernambuco, concentram os maiores números, em termos absolutos, de jovens analfabetos: cerca de 300 mil.

Mas é na área da saúde que o estudo traz os dados mais preocupantes. A mortalidade juvenil vem crescendo constantemente, contrariando as tendências do restante da população, cujas taxas de mortalidade vêm caindo ao longo dos anos. A principal causa da mortalidade da juventude é encontrada nas mortes violentas: praticamente duas em cada três mortes de jovens têm sua origem em fatos violentos.

Nos homicídios morrem mais negros, nos acidentes de transporte e nos suicídios, brancos. Em conjunto, essas três causas são responsáveis por mais de 60% da mortalidade dos jovens brasileiros.

Então acho que vou ficar por aqui mesmo, em Brasília!

Fonte: G1


Corno do DF ganha indenização da mulher

Por Raphael Roale em 02/01/2009

É cada vez me impressiono mais com as decisões da justiça aqui do Distrito Federal. É cada caso alucinado que vale a pena divulgar!

O Corno que Sabia Demais O Tribunal de Justiça aqui do Distrito Federal obrigou uma professora de Planaltina (cidade satélite de Brasília) a pagar R$ 7 mil de danos morais ao ex-marido. Qual o motivo: Ela foi flagrada pelo marido, nua, em conjunção carnal com outro homem (vulgo SEXO!), na residência e na própria cama do casal. Mas o marido só entrou com o pedido de indenização após a separação litigiosa na Vara de Família. Mas o corno só ganhou o processo de indenização pois teve testemunhas que presenciaram a tal “conjunção carnal com outro homem”. Ou seja, ele chamou a galera para assistir o flagrante.

Pela legislação vigente, a infidelidade por si só não gera nenhuma causa de indenizar, pois pode ser tratada como um vexame pessoal que, quando muito, provoca o desencanto no final de um relacionamento amoroso (separação!). Mas nesse caso concreto, quando a situação adúltera causa grave humilhação e exposição do outro cônjuge, aí sim, a responsabilidade civil tem vez e pode-se solicitar “danos morais”.

Então fica aí a dica: se você acha que sua mulher está te traindo, não sofra sozinho. Pegue a safada em flagrante, mas chame os amigos. Depois divida a indenização fazendo um churrasquinho.

Fonte: G1


Feliz ano-novo. Simples assim.

Por Raphael Roale em 31/12/2008

É isso aí, pessoal. Faltam poucas horas para darmos adeus à 2008, e continuar a vida em 2009. A véspera de ano-novo sempre me deixa mais alegre, mais confiante. E eu gosto de estar alegre.

Queima de Fogos de Copacabana

Então, para fechar 2008 com chave de ouro, gostaria de agradecer à você, que teve paciência e perseverança para acompanhar meu mau-humor e as grandes bobagens que escrevi aqui ao longo deste ano. Em números, foram:

  • Mais de 100 artigos escritos;
  • Mais de 1200 comentários deixados por vocês;
  • Muitas horas de sono perdidas;
  • Umas trocentas broncas de vocês que absorvi sorrindo;

Aguarde e confie: em 2009, vocês verão muitas novidades aqui no Carioca. Não desistam. E agora me deixem seguir a vida… minha Absolut está sendo afogada pelo gelo.

Feliz ano novo!


Escola do DF indenizará aluno por agressão

Por Raphael Roale em 30/12/2008

Os pais são responsáveis pela educação de seus filhos, mas as escolas são responsáveis pela integridade física de seus alunos. De acordo com esta premissa, o TJDFT condenou um colégio particular de Ceilândia (cidade satélite aqui do Distrito Federal) a pagar indenização de R$ 3 mil à família de um garoto que não parava de levar porrada dos colegas.

Violência na Escola

O moleque tinha apenas sete anos e estava na 2ª série do ensino fundamental. Ele ficou com medo de voltar à escola e teve deficiência de aprendizado, em conseqüência das agressões dos colegas.

Este fato demonstra que houve, no mínimo, descuido dos funcionários do colégio. Segundo a lei, “ao receber estudante menor, confiado ao estabelecimento de ensino da rede oficial ou particular, a escola é revestida do dever de guarda e preservação da integridade física do aluno”. Ou seja, é dever da escola zelar pelo aluno dentro do estabelecimento.

O pior é que a escola afirmou, no processo, que tomou medidas para contornar a situação, mas sem sucesso. As agressões se repetiram durante todo o ano de 2005. A presença constante de machucados foi confirmada por exame feito pelo IML de Brasília. Nas conclusões, a perícia apontou a existência de ferimentos nas mãos, olhos, boca e tórax do menor.

Na Constituição de 88 está escrito que a educação possui três objetivos básicos: o pleno desenvolvimento da pessoa, o preparo para o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho. A escola levou a multa por não conseguiu cumprir bem esses papéis, principalmente por não ter prevenido ou evitado os danos ao estudante.

Então já sabe: se o seu filho começar a sofrer agressões na escola, já pode recorrer a justiça.


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